Municípios da região propõem ações conjuntas contra a dengue

Na quarta-feira (25), secretários e servidores públicos dos municípios que integram o Oeste catarinense estiveram reunidos para discutir sobre ações conjuntas que visam combater o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, levando em conta o excessivo número de focos encontrados nos últimos meses. O encontro foi no auditório da prefeitura de Chapecó, e conforme a coordenadora do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde da Região da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (Amosc), Lucila Favaretto, a ação de combate ao mosquito é dever de todos.

Conforme os representantes dos municípios, as ações são contínuas e a partir de agora terão foco específico na conscientização dos profissionais e das empresas que atuam no setor de transportes, especialmente daquelas que vão para as regiões mais contaminadas a exemplo de Itajaí e São Paulo. “Queremos garantir que os motoristas ao se deslocarem estejam protegidos e também para evitar a contaminação, por isso incentivamos o uso do repelente”, enfatizou a coordenadora da Comissão Intergestores Regional (CIR), Cleidenara Weirich, ao justificar que a preocupação é uma constante em função da infestação em algumas regiões no Estado.

De acordo com o presidente da Amosc e da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e prefeito de Chapecó, José Caramori, tem-se ainda de três a quatro semanas do ápice da infestação e, para evitar uma epidemia, tudo depende da conscientização das pessoas e de uma ação proativa no combate a proliferação do mosquito.

 Cenário Preocupante

Neste ano, até a última semana, foram registrados 224 mil casos de dengue, sendo 123 mil no Estado de São Paulo e 10 mil no Paraná. Em Santa Catarina, foram registrados 596 em Itajaí e um em Chapecó. No município, neste mês, tinham 40 casos suspeitos, 34 foram descartados, cinco aguardam resultados e uma confirmação trata-se de um homem que contraiu a doença no Estado de Mato Grosso do Sul.

Com a transmissão viral há possibilidade de um grande número de pessoas serem infectadas e isso comprometeria os serviços de saúde, uma vez que a ocupação do Hospital Regional do Oeste está no limite com 96% da capacidade, das pessoas teriam que se afastar do trabalho no período de cinco a dez dias e teriam redução na qualidade de vida. Além disso, poderia ocorrer complicações de alguns casos e morte em outros.

Ações Conjuntas

        Entre as ações que serão executadas em toda a região, e sugeridas pela Fecam, estão o monitoramento dos casos suspeitos, acompanhamento da infestação, prevenção em educação em saúde, gestão dos pneus inservíveis, controle químico, fechamento de depósito de água, eliminação e tratamento de criadouros e autuações.

Para o setor de transportes, está prevista a triagem dos caminhoneiros que se deslocam em um intervalo de 10 dias para as regiões de transmissão viral. Esse trabalho poderá ser feito pelo Serviço de Medicina do Trabalho de cada unidade Industrial. Os agentes de combate à endemia nas unidades industriais farão as orientações e encaminharão os casos suspeitos para o serviço de saúde do município.