Dengue, Chikungunya e Zika: é preciso redobrar os cuidados

Uma das preocupações do Ministério da Saúde que vem assolando todo País há alguns anos são os casos de Dengue e, mais recentemente, as febres Chikungunya e do Zika Vírus, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Apesar de ser de fácil combate, o Brasil tem registrado casos alarmantes, e por isso ações de conscientização constantemente são divulgadas para que a população contribua com o combate ao principal transmissor dessas doenças.

No município de Cunha Porã, a Secretaria de Saúde, por meio do Programa de Controle da Dengue, também tem alertado a população sobre o aumento dos focos do mosquito Aedes Aegypti, que até o momento somam 15. De acordo com a agente de Endemias Angela Rieger Kolln, os focos foram encontrados em armadilhas, pontos estratégicos, residências e estabelecimentos comerciais, e são consequências do acúmulo de água parada que facilitaram a criação do mosquito.

Como a Dengue, Chikungunya e Zika são transmitidas?

Angela explica que para haver transmissão, o mosquito Aedes Aegypti precisa estar contaminado. No entanto, é preciso muita cautela, já que são doenças perigosas. A infecção se dá através da picada do inseto, que ocorre principalmente no início da manhã e final da tarde. O mosquito só adquire o vírus dessas doenças após picar uma pessoa que esteja infectada, a partir disso pode ocorrer a contaminação de vários outros indivíduos.

Principais sintomas da Dengue, Chikungunya e Zika

A Dengue pode ser identificada pela apresentação de febre, dor de cabeça, no corpo e atrás dos olhos. A pessoa pode ainda apresentar dor nas juntas e manchas vermelhas na pele.

Nos casos de Chikungunya, o indivíduo apresenta febre repentina e dores intensas nas articulações de pés e mãos (dedos), tornozelos e pulsos. Além disso, pode ocorrer também dores de cabeça, nos músculos e manchas vermelhas na pele.

      A Zika é caracterizada por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após três e sete dias. No entanto, a recomendação é que ao identificar esses sintomas associados, as pessoas devem imediatamente procurar atendimento nas Unidades de Saúde.

Como combater o Aedes Aegypti

De acordo com Angela, em Cunha Porã o Programa de Controle da Dengue conta com a colaboração das agentes comunitárias de saúde, que auxiliam nos trabalhos de combate ao vetor, com intuito de orientar e conscientizar a população.

Algumas dicas devem ser aplicadas diariamente para evitar a proliferação do mosquito: manter recipientes como caixas d’água, barris, tambores e cisternas devidamente fechados. Não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas, garrafas, latas, pneus, calhas de telhados, bandejas, urnas de cemitério, entre outros. “É importante lembrar que esta deve ser uma iniciativa constante, e depende de todos nós juntos, com o principal objetivo de vencer o Aedes Aegypti e ficar longe da Dengue, Chikungunya e Zika”, destaca a agente de Endemias.