Porteira Adentro incentiva famílias a investirem em suas propriedades

A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Cunha Porã desenvolve diversos programas com a finalidade de incentivar as atividades agrícolas que são desempenhadas pelas famílias do município.  As ações também contam com a parceria da Secretaria de Obras e Infraestrutura além da Epagri com apoio do governo municipal.

Um desses programas é o Porteira Adentro, que no período de 2013 a maio de 2015 somou mais de 1.200 atendimentos em propriedades, e em torno de 230 melhorias em acessos. O Porteira Adentro tem como principal propósito garantir que as famílias tenham estrutura física nos acessos às suas propriedades a fim de garantir o escoamento de  produção.

De acordo com o secretário de Agricultura Gilmar Ceccon, o Porteira Adentro é um subsídio para os agricultores poderem permanecer no campo e terem rentabilidade em suas atividades. “O Porteira Adentro não é somente fazer os acessos e outros serviços. O Programa é muito mais amplo, e tem iniciativas como a de criar projetos junto aos agricultores que gerem sustentabilidade a médio e longo prazo para as famílias que residem no meio rural”, pondera Ceccon.

Assistência e profissionalização na agricultura

Um dessas ações sendo desenvolvida pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente é o acompanhamento de novas alternativas de renda, assim como daquelas já existentes. Esta iniciativa conta com a colaboração do técnico em agropecuária Dilson Müller, que periodicamente realiza visitas às propriedades a fim de prestar orientações e esclarecer dúvidas dos agricultores. Atualmente aproximadamente 50 famílias são assistidas pelo programa.

Essa assistência técnica tem como objetivo viabilizar a produção de leite em propriedades com dificuldade de sucessão, seja ela humana ou como de atividade, por meio da profissionalização dos agricultores.  Para isso, a forma de profissionalização adotada é considerada diferenciada quanto ao método empregado, e tem como prioridade atender as propriedades com sucessão e aptidão para a atividade. Após esta constatação, as famílias são levadas a outras propriedades consideradas modelos para observar as mudanças que já foram executadas.

Após as primeiras percepções, as famílias assistidas são convidadas a fazer um replanejamento, considerando todos os recursos existentes em suas propriedades, antes de partir para novas alternativas. Conforme Müller, “em hipótese alguma se trabalha no melhoramento genético, sem antes implementar ou manejar adequadamente as pastagens”.

A partir deste momento o profissional passa a fazer as visitas técnicas, com intuito de que o projeto planejado seja concluído, e assim transformando agricultores em produtores de pasto. “O objetivo final é que os mesmos deixem de serem tiradores de leite para serem produtores, e que tenham viabilidade econômica e social”, explica Müller.

Segundo o técnico agrícola, este projeto de assistência em propriedades rurais já vem ocorrendo há alguns anos, com ênfase especial à bovinocultura leiteira, visto a necessidade de manter as atividades da agricultura familiar, considerada a grande produtora de alimentos para o mundo.

Ações executadas na prática

Um desses exemplos é o casal Cleonice dos Santos e Ademir Doebber, da Linha Vera Cruz Alta, que por um tempo residia na cidade, e viram que o retorno à zona rural traria muito mais vantagens. Desta forma, o casal optou pela atividade principal da bovinocultura leiteira, atuando ainda com demais manejos agrícolas.

Conforme Doebber, ao retornar para a agricultura foi observado que era preciso assistência técnica, uma vez que eles sabiam que tinham que melhorar para as atividades serem rentáveis, porém não sabiam de que maneira fazer. Com este objetivo, o casal solicitou a presença de profissional da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, por meio do técnico agrícola Dilson Müller.

Entre as ações de melhorias e profissionalização, Doebber participou de viagem a Ampere, no Paraná, onde pode visitar propriedades consideradas modelos para serem seguidos. Além disso, foram feitos investimentos em reservatórios de água, silos para armazenagem de silagem, investimentos em piqueteamento e pastagens.

Atualmente, o casal conta com 16 vacas em lactação da raça Jersey, com soma média de 160 litros de leite por dia. Conforme os agricultores a alimentação desses animais é a base de pasto, produzindo leite de qualidade, cuja intenção é aumentar o plantel de acordo com o potencial da propriedade.

 Conforme eles, ainda existem melhorias a serem feitas, no entanto a satisfação em ter voltado a morar no campo é gratificante, pois proporciona qualidade de vida melhor em companhia do pequeno Samuel Doebber. “Agradecemos a Secretaria de Agricultura e ao Dilson Müller pela cooperação técnica e profissional na nossa propriedade que tem gerado saldo positivo a cada dia que passa”, ressaltam.