Mutirão contra o Aedes aegypti atinge metas de vistorias em imóveis

Entre os dias 2 e 4 de fevereiro, a Secretaria de Saúde de Cunha Porã, por meio da Sala de Situação, e com a colaboração dos agentes comunitários de saúde e de Endemias deflagraram um mutirão de combate ao Aedes aegypti, com foco nos imóveis incluídos nas áreas consideradas infestadas pelo mosquito. A ação também contou com a contribuição de diversas entidades: senhoras da Igreja Luterana; Leo e Lions Clubes; CDL/Acisa; Escoteiros Lírios do Campo; Aurora; Associação dos Colorados; Grupo Ibis; Auriverde; Defesa Civil; Bombeiros e prefeitura.

O mutirão foi desenvolvido com a finalidade de vistorias imóveis que estavam fechados, já que uma ação anterior a esta foi executada pelos agentes comunitários de saúde. Ao todo, a meta era vistoriar 736, número este que foi alcançado com a ação da última semana.

Durante as visitas foram repassadas orientações sobre os cuidados com o mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika com entrega de folders explicativos. Também foi eliminado grande número de recipientes que acumulavam água. Além disso, foi feito tratamento de depósitos que não podem ser eliminados, como é o caso das caixas d’água, bem como solicitado que os proprietários façam as adequações necessárias para evitar a criação e proliferação do vetor.

Paralelo ao mutirão, os bombeiros também contribuíram nas vistorias de imóveis de difícil acesso. Já a Secretaria de Obras e Infraestrutura atuou no fechamento das bordas dos canos de sinalizações e perfuração de lixeiras, com intuito de não acumular água.

Conforme a coordenadora da Sala de Situação e agente de Endemias, Angela Kölln, o resultado alcançado no combate ao Aedes aegypti foi possível graças ao trabalho conjunto entre Secretaria de Saúde, agentes de saúde, entidades e a comunidade. “As metas só foram atingidas graças ao empenho de todos. Por isso temos que agradecer aos agentes comunitários de saúde e de Endemias, bem como voluntários que se dispuseram e contribuíram com esta ação”, cita.

Já o secretário de Saúde, Alexandre Fagundes ressalta que era necessário mobilizar a sociedade para esta importante ação de combate ao mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika, já que somente com a equipe técnica não haveria tanto êxito. “Envolvendo os vários segmentos da sociedade é de fundamental importância, pois dá respaldo para que as pessoas se conscientizem de que todos precisam fazer a sua parte neste trabalho de combate ao mosquito”, pondera o gestor.

Fagundes enfatiza ainda que a intenção é erradicar o mosquito, e por isso a Sala de Situação vem deflagrando essas ações de trabalho coletivo. “Porém é necessário que entendamos que a população precisa se sensibilizar e atuar diariamente no combate ao Aedes, para que os resultados sejam constantemente positivos”, explica.

Ainda de acordo com Angela, o segundo ciclo da Sala de Situação deve iniciar no dia 15 de fevereiro, em que novamente os agentes comunitários de saúde e Endemias estarão indo a campo para realização de novas visitas, a fim de orientar e remover depósitos que ainda restaram, com intuito de eliminar ao máximo os possíveis criadouros para chegar aos meses de março e abril, considerados picos epidêmicos, com o menor número de mosquitos Aedes aegypti e, consequentemente evitando as doenças Dengue, Chikungunya e Zika.