Controle da Dengue registra onze focos do mosquito em apenas uma semana

Na semana que passou a equipe do Programa de Controle da Dengue, que conta com agentes de saúde e endemias, da Secretaria de Saúde de Cunha Porã, deram sequência aos trabalhos de combate ao mosquito Aedes aegypti. E mesmo com todas as ações desempenhadas no município, um fator que tem preocupado os profissionais é o elevado número de focos já no início deste ano.

Conforme a coordenadora da Sala de Situação, Angela Rieger Kölln, nestes primeiros meses do ano já foram contabilizados 37 focos do mosquito Aedes aegypti. Somente no período de 6 a 10 de março foram identificados onze focos em depósitos variados. Segundo Angela, um dos criadouros do mosquito, e que tem representado um grande problema, são as cisternas. “Isso porque elas não estão bem vedadas ou não tem a proteção no cano de água da calha que é direcionado para o reservatório”, explica.

A coordenadora da Sala de Situação destaca que é importante a conscientização da população no combate ao mosquito. Caixas d’água e cisternas devem estar devidamente adequadas; piscinas precisam ser limpas e tratadas semanalmente; pratos de vasos de flores devem ser evitados ou preenchidos com areia. Além disso, cuidar com o acúmulo de água em bromélias; terrenos baldios devem permanecer limpos; pneus precisam ser colocados em locais secos; e evitar deixar baldes ou tonéis com água, ou se necessário, providenciar a vedação dos mesmos; entre outras ações que evitam a criação do mosquito.

Com relação aos sintomas de Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, Angela ressalta que é preciso ficar atento, pois os mesmos podem ser muito semelhantes. Entre os principais estão febre, dor no corpo, nas articulações e nos olhos, além de dor de cabeça; e manchas vermelhas na pele. “Mas cada doença também pode apresentar estes sintomas com mais ou menos intensidade, ou ainda outras alterações. Quando sentir algum destes sintomas, é importante buscar orientação nas Unidades de Saúde”, explica a profissional.

Levando em conta a preocupação com uma possível epidemia no município, ainda no dia 14 deste mês, agentes de Saúde e Endemias realizaram mutirão após as 18h, para vistoriar imóveis que estavam fechados em visitas anteriores. A ação teve por objetivo a orientação à população com relação aos cuidados e sintomas das doenças, além de verificar possíveis criadouros do mosquito, bem como tratamento focal em depósitos, como cisternas. 

Angela ainda faz um alerta: “o risco de termos uma epidemia a qualquer momento no nosso município é muito grande, visto o número de focos que não param de crescer. Portanto, é indispensável que a população faça sua parte”.