Sala de Situação fecha ano com reunião apontando resultados positivos

Durante a última reunião do ano ocorrida na tarde de quarta-feira (4), que contou com representantes dos setores público e privado, a coordenadora da Sala de Situação e agente de Endemias da Secretaria de Saúde de Cunha Porã, Angela Rieger Kölln, apresentou resultados positivos para o município, que este ano reduziu em 27,59% o número de focos do mosquito Aedes aegypti.

Conforme Angela, em Cunha Porã de 1º de janeiro a 29 de novembro de 2018 foram registrados 174 focos do mosquito. Neste mesmo período em 2019, o número de focos soma 126. Já com relação a doença, neste ano até 3 de dezembro o município havia notificado 210 casos suspeitos de Dengue. Destes, 32 com resultados positivos (30 autóctones e dois importados) e um paciente aguardando resultados de exames.

Angela ressalta que os resultados positivos na redução do número de focos do mosquito são atribuídos à conscientização da população e ao trabalho constante desempenhado pela Secretaria de Saúde em conjunto com os demais setores público e privado.

Outro ponto salientado pela coordenadora da Sala de Situação são as ações paralelas realizadas junto à comunidade, como é o caso da força tarefa; palestras em escolas; exposição com orientação sobre o mosquito. Além de vistorias em alturas com utilização de drone.

Resultados do Liraa

Embora o número de focos do mosquito tenha diminuído neste ano, ainda existe a preocupação com relação aos dados obtidos a partir do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) realizado no início de novembro.

A pesquisa, feita por amostragem em imóveis do perímetro urbano, constatou que ainda existem possíveis criadouros que precisam ser adequados. Os maiores problemas foram identificados em lonas; lixos e entulhos; pratinhos de vasos de flores; baldes; pneus e cisternas.

Por isso, Angela ressalta que é preciso permanecer vigilante nos cuidados e combate ao vetor que transmite Dengue, Zika e Chikungunya. A preocupação é com a chegada do verão e a incidência de chuvas, que propicia com maior facilidade a proliferação do mosquito.

Sugestões para o próximo ano também foram elencadas pelos membros da Sala de Situação, com ênfase de que a população precisa se manter engajada na luta contra o Aedes aegypti. “É um trabalho constante e diário. Mas a saúde de todos nós depende das boas ações que cada pessoa tiver, cuidando do seu imóvel para que não contenha recipientes que acumulem água e facilitem a criação do mosquito”, pondera Angela Rieger Kölln.